Estou sempre pronta para ver a lua.
A janela sempre aberta,
de frente para o mar,
ainda que hoje especialmente, não haja mar.
Estou sempre pronta para Antares,
uma velha estrela de muitas garras celeste
ainda que hoje, com a lua clara,
a brilhante estrela palidamente se veste.
Estou sempre pronta para cruzar a fronteira,
o rio do tempo, o rio da vida,
ainda que hoje não haja mais porteiras
nem gramados verdes ou ressequidos.
O que quero dizer, digo, tenho dito...
a vida é docinho feito pirulito...
o gosto talvez seja indiferente:
mas é fundamental o seu colorido.
sábado, 10 de dezembro de 2011
E isto mesmo...
Me espanto ao extremo
com alguns acontecimentos:
Sorridente me aborda
Eis seus óculos...
Olho para eles (os óculos, incrédula..)
de que modo esta cédula
apareceu na sua mão...?
Estava no chão,
lá onde você estava...
vi de longe que você o derrubou... o encontrei,
o apanhei e o estou devolvendo
Várias vezes a mesma cena,
no mesmo mês...
Agradeço ainda incrédula,
pego e confiro na esperança de que não seja o meu...
mas é!...Queria eu ter uma vista tão boa assim.
com alguns acontecimentos:
Sorridente me aborda
Eis seus óculos...
Olho para eles (os óculos, incrédula..)
de que modo esta cédula
apareceu na sua mão...?
Estava no chão,
lá onde você estava...
vi de longe que você o derrubou... o encontrei,
o apanhei e o estou devolvendo
Várias vezes a mesma cena,
no mesmo mês...
Agradeço ainda incrédula,
pego e confiro na esperança de que não seja o meu...
mas é!...Queria eu ter uma vista tão boa assim.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
voo
Se o tempo é curto
o assunto é grave,
é quase um vulto,
o vão e a trave!
Vou lento...
lento quase paro
farol mais raro
que meu faro!
se lento o tempo voa
voo atoa alem do ramo
a semente cai e povoa
o clarão da lama.
Vou lento em curva
a vista turva...
esconde a trama
voo lento... reclama!
Chego qualquer parte
a porta leve abre...
qualquer arte...
sempre sabem.
Estou verbo estar!
presente que indica
que sou a viajar
a viagem que não se explica.
e no caminho outros verbos
se conjugam em ação
atraem grandes adverbios,
nascidos do coração.
Parto sem hora marcada
a viagem eterna sempre sonhada,
o céu as estrelas a lua
das noites iluminadas.
meus atributos comigo levo,
leve são,
tanto no céu
quanto no chão!
A vida atributo do coração,
palpita pepita cintila, fervilha
aquela sábia ervilha
descritas nas linhas da mão.
Sim voo livre, vou livre
passo a passo por passo
sem embaraço
nos pés mãos e braços.
Amanhã contarei outras histórias,
desatarei outros nós
coisas que nunca terminam:
pelas nebulosas dos pós!
o assunto é grave,
é quase um vulto,
o vão e a trave!
Vou lento...
lento quase paro
farol mais raro
que meu faro!
se lento o tempo voa
voo atoa alem do ramo
a semente cai e povoa
o clarão da lama.
Vou lento em curva
a vista turva...
esconde a trama
voo lento... reclama!
Chego qualquer parte
a porta leve abre...
qualquer arte...
sempre sabem.
Estou verbo estar!
presente que indica
que sou a viajar
a viagem que não se explica.
e no caminho outros verbos
se conjugam em ação
atraem grandes adverbios,
nascidos do coração.
Parto sem hora marcada
a viagem eterna sempre sonhada,
o céu as estrelas a lua
das noites iluminadas.
meus atributos comigo levo,
leve são,
tanto no céu
quanto no chão!
A vida atributo do coração,
palpita pepita cintila, fervilha
aquela sábia ervilha
descritas nas linhas da mão.
Sim voo livre, vou livre
passo a passo por passo
sem embaraço
nos pés mãos e braços.
Amanhã contarei outras histórias,
desatarei outros nós
coisas que nunca terminam:
pelas nebulosas dos pós!
Desiderio
Sei que é sério
meu desiderio:
Murcho! é inverno!
Que em mero
desejo
seja beijo
de flores...que seja
De agua doce
no doce da boca
Eis Os amores!
na louca hora da despedida
é finda
a ira.
nem chegou... quase é partida,
partidas asas,
partes idas... aladas
da vida ida vinda.
Meu pescador de pérolas,
pescou me sem conferir
a brancura da pele...delas
nem da iris de sombras vìvidas.
acertou. Sou do mar.
do verde dos seus olhos,
do seu olhar ... luar.
Sou da serra,
das aves que voam
das que cantam
das que espreitam e esperam!
que encantam a primavera.
Sou dos peixes, em arrebol
o afago da morte,
o brinde da sorte,
o conhecer do sol.
Diversa luz,
seduz conduz...
dispersa persas e andaluz.
Enlouqueci na tua janela
contando as estrelas,
aquelas bem longíquas e
amarelas...
para dar tempo de não morrer
por causa do meu sofrer...
do causa das minhas mazelas
agora assombro...:
teu ombro bom de el hombre
me faz sombra.
Vamos barquear a mar a mar
beira a eira verde, a lago amar
matar a sede do proprio mar.
Deix0-me estar star
no grande sky dos teus olhos
a beira a mar, a mar a mar
a olheolhar o luar a derramar.
eis me aqui
sou apenas o verso reverso do teu existir.
do universo inverso
em verso... de a mar a mar a mar! sentir.
meu desiderio:
Murcho! é inverno!
Que em mero
desejo
seja beijo
de flores...que seja
De agua doce
no doce da boca
Eis Os amores!
na louca hora da despedida
é finda
a ira.
nem chegou... quase é partida,
partidas asas,
partes idas... aladas
da vida ida vinda.
Meu pescador de pérolas,
pescou me sem conferir
a brancura da pele...delas
nem da iris de sombras vìvidas.
acertou. Sou do mar.
do verde dos seus olhos,
do seu olhar ... luar.
Sou da serra,
das aves que voam
das que cantam
das que espreitam e esperam!
que encantam a primavera.
Sou dos peixes, em arrebol
o afago da morte,
o brinde da sorte,
o conhecer do sol.
Diversa luz,
seduz conduz...
dispersa persas e andaluz.
Enlouqueci na tua janela
contando as estrelas,
aquelas bem longíquas e
amarelas...
para dar tempo de não morrer
por causa do meu sofrer...
do causa das minhas mazelas
agora assombro...:
teu ombro bom de el hombre
me faz sombra.
Vamos barquear a mar a mar
beira a eira verde, a lago amar
matar a sede do proprio mar.
Deix0-me estar star
no grande sky dos teus olhos
a beira a mar, a mar a mar
a olheolhar o luar a derramar.
eis me aqui
sou apenas o verso reverso do teu existir.
do universo inverso
em verso... de a mar a mar a mar! sentir.
livros
pessoas são pessoas livros são livros.
livros são pessoas em páginas...
pessoas são livros em imagens.
guarda se livro,
o homem cativo, cheio de crivo,
na vida e na morte o guarda,
guarda se o homem,
seu anjo da guarda,
tanto na vida ou na morte
a sorte é quase nada.
Hoje o homem mostra
um retrato seu no velho porão
há quem não goste
dissolve tudo pelo chão.
Há um pedaço de terra,
leste e sol nascente,
uma vista de outras eras,
que impressiona muito a gente.
Se não houvesse outra América
fosse única essa quimera,
seria ela toda primavera,
e os mares único lago da terra.
A terra seria água, plana ou rasante funda,
o homem seria peixe, sem rede
Seu olhar uma água viva
o planeta uma forma única de vida cativa.
livros são pessoas em páginas...
pessoas são livros em imagens.
guarda se livro,
o homem cativo, cheio de crivo,
na vida e na morte o guarda,
guarda se o homem,
seu anjo da guarda,
tanto na vida ou na morte
a sorte é quase nada.
Hoje o homem mostra
um retrato seu no velho porão
há quem não goste
dissolve tudo pelo chão.
Há um pedaço de terra,
leste e sol nascente,
uma vista de outras eras,
que impressiona muito a gente.
Se não houvesse outra América
fosse única essa quimera,
seria ela toda primavera,
e os mares único lago da terra.
A terra seria água, plana ou rasante funda,
o homem seria peixe, sem rede
Seu olhar uma água viva
o planeta uma forma única de vida cativa.
madrugada
No ouvido a voz da madrugada fria e chuvosa.
Meus sonhos no escuro desordenam o quarto
e você no espelho cristalino das águas
se move na claridade da lua no mato.
à Luz do tempo seus olhos são cinza pláscido
preso num leve abraço meu coração a laço
com a corda moinho de vento do seu passo...
em estado de graça no seu amor me acho.
Por longos instantes seus braços em envolvem
o seu calor me acende a luz estrela e musa
somos dois estranhos, mutuamente se adoram!
O mar ícone divino da lama abismo
junta nossos corpos muito além das cinzas
e nos transforma em sonhos, versos e brisa!
em cima
aqui em baixo,
bem em baixo,
me acho o máximo!
Olho para cima,
vejo o cimo,
o sino, o hino...
o mundo divino...
suas roldanas,
seus dentes,
suas prensas,
suas lentes
e inventos
presentes,
do velho tempo.
só vejo água,
tanto no céu, quanto no
mar, no ar
água na boca,
e no brilho do olhar
água boa de coco
pra gente tomar.
aqui em baixo,
todo mundo é o máximo!
bem em baixo,
me acho o máximo!
Olho para cima,
vejo o cimo,
o sino, o hino...
o mundo divino...
suas roldanas,
seus dentes,
suas prensas,
suas lentes
e inventos
presentes,
do velho tempo.
só vejo água,
tanto no céu, quanto no
mar, no ar
água na boca,
e no brilho do olhar
água boa de coco
pra gente tomar.
aqui em baixo,
todo mundo é o máximo!
pedro
Pedro não reclama do tesouro:
Isto não é barro,
é ouro.
Esta escultura volátil
traduzida em células e fibras,
em memorias lacteas
das efemeras vidas
é obra anônima desassinada,
é fraude homônima
da sumida verdade...
inscrita na lápide egipcia...
sou leitora
do silêncio da via lactea.
Isto não é barro,
é ouro.
Esta escultura volátil
traduzida em células e fibras,
em memorias lacteas
das efemeras vidas
é obra anônima desassinada,
é fraude homônima
da sumida verdade...
inscrita na lápide egipcia...
sou leitora
do silêncio da via lactea.
terra
Fervura
A primeira molécula borbulha,
alhures, o calderão e o fogo,
são cúmplices desta loucura
que fermenta o lodo.
borbolhando, borbulhando,
embolando umas sobre as outras,
vão rodando, movimentando o universo todo.
Tudo ferve, evapora
até do olho que chora,
a agua santa queda e
vai embora...
Nada fica nem nas conchas da pedra,
ou no sacro santo da medusa
tudo que o homem pega e leva
seu baú das riquezas,
são elementos da terra,
que a natureza domina e usa.
A primeira molécula borbulha,
alhures, o calderão e o fogo,
são cúmplices desta loucura
que fermenta o lodo.
borbolhando, borbulhando,
embolando umas sobre as outras,
vão rodando, movimentando o universo todo.
Tudo ferve, evapora
até do olho que chora,
a agua santa queda e
vai embora...
Nada fica nem nas conchas da pedra,
ou no sacro santo da medusa
tudo que o homem pega e leva
seu baú das riquezas,
são elementos da terra,
que a natureza domina e usa.
- Hector Cardenas, 蔡家昌, Milca Souza e outras 2 pessoas curtiram.
perdão
perdoa a minha falta:
Seriedade.
Não tem contemplação
maior que a saudade.
No fundo dos olhos
o ser amado mora,
onde quer se vá
nos segue nos olha!
E vai chegar a hora
que o pranto rola
não se tem motivo
de saudade a gente chora.
mentiras
Não faz isso amigo
não fecha os olhos à verdade
Não teras outra oportunidade...
nem outra mentira.
não fecha os olhos à verdade
Não teras outra oportunidade...
nem outra mentira.
Porque as menitras se acabam
por mais que se reproduzam aos baldes,
vem a tona sempre a verdade.
por mais que se reproduzam aos baldes,
vem a tona sempre a verdade.
prefiro poema
prefiro poema
mas adoro relevo,
a geografia encena
o poema que escrevo.
Prefiro poema,
matematica me fascina,
calculo angulos e senos
de tudo que me ensina.
Prefiro poema
mas a história me assedia
me conta a cena
do verso da poesia.
Só não prefiro poema
quando posso preferir você.
separação
poema da separação
com o encanto
de um louco:
você no seu canto
eu no outro.
Fogo é fogo
Água é água
nós somos os dois:
sem faísca no olhos
sem lágrima.
reza
Sei que é dificil
o caminho é selvagem.
A onça está solta
e voraz.
Sei que dá medo,
mais que medo: a luz pode se apagar,
nunca mais haverá outro escuro
igual ao que já foi um dia.
Sei que rezo
uma reza meio torta.
meio ladainha,
à meia nota.
Por mais que rezo,
que grito,
que falo.. que embalo
o sonho de alguém...
eu sei que o tempo
é um risco de relâmpago...
além disto um indicio
nem muito lento nem muito longo
de que tudo pode mudar....
o caminho é selvagem.
A onça está solta
e voraz.
Sei que dá medo,
mais que medo: a luz pode se apagar,
nunca mais haverá outro escuro
igual ao que já foi um dia.
Sei que rezo
uma reza meio torta.
meio ladainha,
à meia nota.
Por mais que rezo,
que grito,
que falo.. que embalo
o sonho de alguém...
eu sei que o tempo
é um risco de relâmpago...
além disto um indicio
nem muito lento nem muito longo
de que tudo pode mudar....
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